Ou como não atrair a Audiência.
Olá meus caros e queridos leitores que não têm mais nada para fazer na vida do que ler esta, convenhamos, palhaçada.
Estava eu todo contente a ver um filme na TVI, Stardust, um filme daqueles bem violentos, em que o molho de ketchup corre livremente, qual hamburgaria da Costa da Caparica, a pensar para com os meus botões, nada como um filme assim, sem história ou nexo para uma tarde de domingo quando começa o TVI jornal, ou lá como é que aquela coisa se chama.
E aí começa o meu desalento! após aquele filme, deveras inapropriado para uma tarde em família, e estou a apenas a usar os padrões actuais de tardes em família, como seja: passeio no centro comercial, filmes com sangue-sexo-drogas-destruição maciça, etc (coisas calminhas e altamente pedagógicas para a pirralhada); quando sou bombardeado pela pivot do telejornal nos seguintes termos, e cito: "Boa noite houve 6 mortos nas estradas portuguesas!" Ora vamos lá a saber. Primeiro quem é que faz estes cabeçalhos? É alguém com o mínimo de bom senso ou é inventado à pressão pelo pivot da dita cadeia de televisão? O objectivo destes cabeçalhos é pregar as pessoas ao ecrã ou fazê-las mudar instantaneamente de canal? (honestamente que fiquei na dúvida) Terceiro e mais importante? Será que em 2010 vamos ter uma miss Universo mais bonita que a de 2009?
Como já se devem ter habituado, este meu blog prima pela coerência e por um seguimento lógico dos factos e dos temas apresentados. Por isso alguém consegue explicar-me (talvez a pessoa com a formação superior em comunicação social que fez o dito cabeçalho) qual é a lógica e a coerência de depois de um filme cheio de tinta vermelha, sem história nenhuma de jeito, em que a violência e a brutalidade eram as tónicas dominantes, apresentar com primeira notícia de um jornal que "morreram 6 pessoas"? Depois dum filme destes espera-se, sei lá, um tsunami ou um terramoto, agora seis mortes? Para o caso de vossas excelências não saberem, morrem dezenas de milhares de pessoas todos os dias, e não é por isso que chegam aos cabeçalhos dos jornais pois não??
Então vamos lá a ver se começam a ganhar tino e a colocar cabeçalhos de telejornais minimamente coerentes com o programa/filme que acabaram de transmitir para ver se a malta começa a conseguir manter aquele clima de horror e terror que experimentou durante o filme todo.
Os meus dois denários
nota a esta publicação: como eu não sei quem lê isto convém esclarecer várias coisas. A primeira é que fica aqui o link para o trailer do filme stardust: http://www.youtube.com/watch?v=9labY61M3pA
Segundo e mais importante: Considero uma calamidade das piores de todas que em pleno século XXI continuem a morrer pessoas nas nossas estradas. Nem que tivesse sido apenas um acidente com um ferido ligeiro eu já iria considerar isso algo profundamente triste e uma situação pela qual todos nós enquanto cidadãos portugueses nos devemos lamentar e esforçar para que não se repita jamais. Eu próprio ia tendo vários acidentes esta quadra por causa da falta de civismo daqueles que comigo partilham a estrada. Seja pela ausência da utilização do vulgar pisca (uma magnífica figura de estilo automóvel QUE ATÉ TEM UMA FUNÇÃO ÚTIL PARA LÁ ESTAR OK?), não respeitar os sinais de trânsito (ELES NÃO SERVEM PARA ENFEITAR A ESTRADA OK?) ou não respeitar o lugar dos outros na estrada (CADA MACACO NO SEU GALHO, SE NÃO CONHECEM APRENDAM!)
Posto isto a todos um feliz Ano Novo!
domingo, 27 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
A Globalização segundo os e-mails em cadeia.
Por muito que gostasse não posso reclamar autoria da definição que se segue por não ser minha. Mas está a todos os níveis, simplesmente fantástica :)
O QUE É GLOBALIZAÇÃO ? *
Pergunta: Qual é a mais correcta definição de Globalização?
Resposta: A Morte da Princesa Diana..
Pergunta: Por quê?
Resposta:
Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadiano, que usou medicamentos brasileiros.
E isto é enviado a você por um português, usando tecnologia americana, e, provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e um monitor coreano montado por trabalhadores do Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em camiões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia.
Isto é, caros amigos, "GLOBALIZAÇÃO".
A todos um bem haja :)
O QUE É GLOBALIZAÇÃO ? *
Pergunta: Qual é a mais correcta definição de Globalização?
Resposta: A Morte da Princesa Diana..
Pergunta: Por quê?
Resposta:
Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadiano, que usou medicamentos brasileiros.
E isto é enviado a você por um português, usando tecnologia americana, e, provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e um monitor coreano montado por trabalhadores do Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em camiões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia.
Isto é, caros amigos, "GLOBALIZAÇÃO".
A todos um bem haja :)
terça-feira, 3 de março de 2009
Carros e Lisboa - Alguma coisa não funciona
Olá meus caros amigos, colegas, etc etc.
No último sábado resolvi levar o belo do carrinho que conduzo para a nossa bem amada e muito funcional Lisboa.
Depois duma viagem bastante agradável e rápida chegou o sublime momento de estacionar o dito veículo :)
O meu destino foi a zona das avenidas novas, que são dos lugares mais construtivos da cidade, especialmente do ponto de vista turístico e do exercício da paciência, que é uma virtude que nos beneficia a todos. Quando digo do ponto de vista turístico é porque, vindo eu do Campo Grande e tendo-me enganado numa das saídas para as ditas avenidas, fui em excursão turística até ao Saldanha, observando, entre outras coisas, as magníficas obras que decorrem perto daquele local, que são um autêntico atestado à capacidade de perseverança e longevidade das obras Lisboetas.
Quando por fim pude dar por terminada a minha pequena excursão, para grande tristeza minha, porque afinal a gasolina é mesmo para se gastar, lá voltei para trás e aproximei-me do meu destino.
Chegou assim o meu segundo momento Zen do dia, até porque quem trabalha com chinesismos tem mais é que treinar a paciência. Vamos estacionar.
Dei algumas voltas pela zona, fiquei a conhecer imensos pontos turísticos que ali se encontram, como por exemplo, a loja do Lidl (dá sempre jeito), as paragens de autocarro - com a sua tradicional fauna de pessoas desesperadas, o parque de estacionamento cheio de carros da Av Conde de Valbom. Todo este novo conhecimento graças ao carro. E também aos sucessivos governos de Lisboa, que preocupados com o facto dos sub-urbanos (como eu que vivo no deserto da margem sul) não conhecerem bem a cidade. A todos esses Cavalheiros que tanto se esforçam pela cidade o meu obrigado. Contas feitas, ao fim duns 4 km em círculos estacionei o carro e lá fui à minha vida, triste e deprimido por ter dado por terminado o meu exercício da paciência.
Mas a história continua.
Ao fim do dia lá tirei o carrinho a pensar, que chatice, acabou-se a minha romagem por Lisboa, dirigi-me à zona da Baixa (que com as mui necessárias obras do Terreiro do Paço é mais uma nova oportunidade de exercitar a paciência) decidi ir pela zona da Graça.
Esta viagem já foi rápida, mas apenas porque em outras oportunidades já tinha viajado de forma turística por esse trajecto.
Da baixa tive de ir até à Praça de Espanha, pelo que pensei, "hummm, já conheço o caminho, pelo que vai ser uma viagem bastante aborrecida e enfadonha..." Ora sucede que por estupidez minha, ou inteligência dos arquitectos da câmara que mudam sinais de acordo com as necessidades turísticas dos Lisboetas, a verdade é que me enganei e lá fui eu outra vez dar umas voltas, desta vez já de noite, que também é extremamente agradável.
Cheguei à Praça de Espanha, depois duma agradável exploração urbanística que demorou qualquer coisa como meia hora e pronto.... Dei por terminado o meu dia de viagens e fui para casa, alegre com todo o conhecimento novo que adquiri.
Em jeito de conclusão, resta-me dizer que de facto é uma pena que não conheçamos melhor a nossa cidade e que devemos louvar todos os presidentes da câmara de Lisboa, que, nos mais elevados exemplos de altruísmo, preferem ser maldizidos pela população a proporcionar-lhes transportes públicos que apesar de eficazes seriam enfadonhos, sem aventura e sem oportunidade de conhecer a cidade da forma que só quem anda de carros ou nas actuais carreiras da Carris conhece.
Um Bem Haja a esses senhores e que eles possam sempre contrubuir de forma tão eficiente para a construção de virtudes como a Paciência, a Tolerância e a Resignação.!
No último sábado resolvi levar o belo do carrinho que conduzo para a nossa bem amada e muito funcional Lisboa.
Depois duma viagem bastante agradável e rápida chegou o sublime momento de estacionar o dito veículo :)
O meu destino foi a zona das avenidas novas, que são dos lugares mais construtivos da cidade, especialmente do ponto de vista turístico e do exercício da paciência, que é uma virtude que nos beneficia a todos. Quando digo do ponto de vista turístico é porque, vindo eu do Campo Grande e tendo-me enganado numa das saídas para as ditas avenidas, fui em excursão turística até ao Saldanha, observando, entre outras coisas, as magníficas obras que decorrem perto daquele local, que são um autêntico atestado à capacidade de perseverança e longevidade das obras Lisboetas.
Quando por fim pude dar por terminada a minha pequena excursão, para grande tristeza minha, porque afinal a gasolina é mesmo para se gastar, lá voltei para trás e aproximei-me do meu destino.
Chegou assim o meu segundo momento Zen do dia, até porque quem trabalha com chinesismos tem mais é que treinar a paciência. Vamos estacionar.
Dei algumas voltas pela zona, fiquei a conhecer imensos pontos turísticos que ali se encontram, como por exemplo, a loja do Lidl (dá sempre jeito), as paragens de autocarro - com a sua tradicional fauna de pessoas desesperadas, o parque de estacionamento cheio de carros da Av Conde de Valbom. Todo este novo conhecimento graças ao carro. E também aos sucessivos governos de Lisboa, que preocupados com o facto dos sub-urbanos (como eu que vivo no deserto da margem sul) não conhecerem bem a cidade. A todos esses Cavalheiros que tanto se esforçam pela cidade o meu obrigado. Contas feitas, ao fim duns 4 km em círculos estacionei o carro e lá fui à minha vida, triste e deprimido por ter dado por terminado o meu exercício da paciência.
Mas a história continua.
Ao fim do dia lá tirei o carrinho a pensar, que chatice, acabou-se a minha romagem por Lisboa, dirigi-me à zona da Baixa (que com as mui necessárias obras do Terreiro do Paço é mais uma nova oportunidade de exercitar a paciência) decidi ir pela zona da Graça.
Esta viagem já foi rápida, mas apenas porque em outras oportunidades já tinha viajado de forma turística por esse trajecto.
Da baixa tive de ir até à Praça de Espanha, pelo que pensei, "hummm, já conheço o caminho, pelo que vai ser uma viagem bastante aborrecida e enfadonha..." Ora sucede que por estupidez minha, ou inteligência dos arquitectos da câmara que mudam sinais de acordo com as necessidades turísticas dos Lisboetas, a verdade é que me enganei e lá fui eu outra vez dar umas voltas, desta vez já de noite, que também é extremamente agradável.
Cheguei à Praça de Espanha, depois duma agradável exploração urbanística que demorou qualquer coisa como meia hora e pronto.... Dei por terminado o meu dia de viagens e fui para casa, alegre com todo o conhecimento novo que adquiri.
Em jeito de conclusão, resta-me dizer que de facto é uma pena que não conheçamos melhor a nossa cidade e que devemos louvar todos os presidentes da câmara de Lisboa, que, nos mais elevados exemplos de altruísmo, preferem ser maldizidos pela população a proporcionar-lhes transportes públicos que apesar de eficazes seriam enfadonhos, sem aventura e sem oportunidade de conhecer a cidade da forma que só quem anda de carros ou nas actuais carreiras da Carris conhece.
Um Bem Haja a esses senhores e que eles possam sempre contrubuir de forma tão eficiente para a construção de virtudes como a Paciência, a Tolerância e a Resignação.!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Esclarecimento ao País
Todos nós vimos com alguma (será?) surpresa a discrepância entre os discursos do 1º Ministro e do Presidente da República. Convém esclarecer o porquê de semelhante dissonância entre dois orgãos de Governação em Portugal.
É que enquanto o 1º Ministro vê este ano como um ano de novas oportunidades e de trabalho, não que estas sejam distribuídas equatitativamente entre todos os portugueses, mas isso não interessa, o Presidente da República faz a única coisa que pode fazer enquanto orgão Governativo, que é falar.
Como todos nós sabemos que boas notícias não vendem nem atraiem a atenção de ninguém, especialmente se vier de alguém que é meramente figurativo, o que não é o caso do Prof Doutor Aníbal Cavaco Silva pois todos nos lembramos das suas mais recentes e profundas colaborações para com a sociedade Portuguesa.
E apesar de este tópico estar um pouco atrasado, sim, que cerca de 30 dias é a medida certa para uma reflexão profunda desta natureza (ou mesmo falta de tempo para escrever), cumpre esclarecer que este ano, será sem dúvida dos mais interessantes dos últimos tempos.
Assim sendo desejo a todos um feliz 2009 e lembrem-se que oportunidades criam-se, não se recebem!
É que enquanto o 1º Ministro vê este ano como um ano de novas oportunidades e de trabalho, não que estas sejam distribuídas equatitativamente entre todos os portugueses, mas isso não interessa, o Presidente da República faz a única coisa que pode fazer enquanto orgão Governativo, que é falar.
Como todos nós sabemos que boas notícias não vendem nem atraiem a atenção de ninguém, especialmente se vier de alguém que é meramente figurativo, o que não é o caso do Prof Doutor Aníbal Cavaco Silva pois todos nos lembramos das suas mais recentes e profundas colaborações para com a sociedade Portuguesa.
E apesar de este tópico estar um pouco atrasado, sim, que cerca de 30 dias é a medida certa para uma reflexão profunda desta natureza (ou mesmo falta de tempo para escrever), cumpre esclarecer que este ano, será sem dúvida dos mais interessantes dos últimos tempos.
Assim sendo desejo a todos um feliz 2009 e lembrem-se que oportunidades criam-se, não se recebem!
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